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Diário de Natal - RN 06/06/2008 - 07:34 |
Micarla critica ações na área de meio ambiente
Para a deputada, a prefeitura deveria cobrar da Caern o cumprimento dos prazos estabelecidos desde a década passada para o saneamento do entorno da área da ZPA do Parque da Cidade
Da Redação
A deputada Micarla de Sousa, pré-candidata do PV à prefeitura de Natal, ocupou a tribuna na sessão plenária de ontem da Assembléia Legislativa para fazer críticas e cobranças à administração municipal com relação às suas ações relacionadas ao meio ambiente e à educação. Micarla abriu sua fala comentando que enquanto a prefeitura contabiliza como ação em favor do meio ambiente a construção do Parque da Cidade, que preserva apenas 8% da Zona de Proteção Ambiental daquela área, não tem feito o saneamento dos bairros ao redor, como Cidade Satélite, Planalto e Cidade Nova. ‘‘Não adianta preservar o que está acima do solo e não fazer o saneamento das áreas ao redor, porque não tem porteira no lençol freático’’, disse.
Micarla de Sousa cobrou a criação de um Plano Diretor de Saneamento de Natal, que planeje e garanta ações que evitem a contaminação da água que vem do lençol freático sob o Parque da Cidade, que hoje é utilizada para neutralizar a contaminação da água que vem dos poços contaminados por nitrato. Para a deputada, a prefeitura deveria cobrar da Caern o cumprimento dos prazos estabelecidos desde a década passada para o saneamento do entorno da área da ZPA do Parque da Cidade.
Diante da presença de estudantes de escolas municipais nas galerias do plenário, cobrando dos deputados atenção à situação que enfrentam por não terem recebido ainda as carteiras de estudante do exercício de 2008, Micarla de Sousa afirmou que a culpa era do ‘‘descaso’’ da prefeitura de Natal. ‘‘Descaso da prefeitura, através da secretaria de Educação. Não entendo como os gestores públicos podem chegar a uma situação de ineficiência dessa’’, criticou.
A deputada Gesane Marinho (PDT) também se pronunciou na sessão de ontem, mas para pedir atenção do governo do estado aos agentes penitenciários, que trabalham em péssimas condições e aguardam os 38% de aumento prometidos pelo governo no ano passado, com recursos já alocados no orçamento.
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